Administradores começam a descobrir as vantagens do uso de aquecimento solar em hospitais, especialmente para suprir a necessidade de água quente para banho e no uso nas cozinhas, mas ainda há resistências a serem superadas e um grande potencial a ser explorado.
Despesas com energia têm um peso considerável nos custos operacionais dos hospitais, mas muitos gestores deste tipo de estabelecimento ainda não têm grande receptividade à instalação de sistemas de aquecimento solar. Muitos continuam usando energia elétrica na produção de água quente sanitária ou utilizam combustíveis fósseis poluidores como óleo, GLP e gás natural. Essa é uma realidade que poderia ser alterada, caso houvesse um programa de sensibilização dos gestores hospitalares quanto aos ganhos advindos do emprego de tecnologias solares, aliado à disponibilidade de capital de baixo custo para fomentar programas de eficiência energética no setor.
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Segundo explica o diretor executivo do Departamento Nacional de Aquecimento Solar da Abrava, Carlos Felipe da Cunha Faria (Café), a introdução, em larga escala, de energia solar nos sistemas de geração de água quente poderá ter importantes reflexos nos hospitais, como a redução das despesas anuais operacionais com aquecimento de água em até 80% e a possibilidade de certificação de sistemas de gestão ambiental das instalações hospitalares pela adoção de tecnologias limpas. “Nosso trabalho é mostrar aos gestores hospitalares que eles só têm a ganhar com os sistemas de aquecimento solar”, acrescenta.
Apesar do longo caminho ainda a ser percorrido para tornar mais freqüente o uso do aquecimento solar de água nos hospitais de todo o Brasil, o fato positivo é que, nos últimos anos, aumentaram os exemplos de sucesso nesta área, o que pode animar mais empreendimentos a apostarem neste tipo de energia limpa. |