O Aquecimento Solar proteje clima do planeta
A redução das emissões de CO2 nas cidades de todo mundo é um dos mais importantes desafios que a humanidade vai encarar nos próximos anos no intuito de proteger o clima de nosso planeta. Em cidades mais industrializadas estas emissões chegam a ser de 2 a 6 vezes maiores que o aceitável hoje de 3,3 toneladas/capita e grandes cidades em países em desenvolvimento também tem aumentado seus níveis de emissão.
O problema é muito amplo e complexo e exige um grande e integrado rol de ações, globais e locais, individuais e coletivas. Dentro deste escopo, a ampla utilização da energia solar térmica para aquecimento de água, calefação e refrigeração de ambientes tem sido apontada por nações do mundo inteiro como uma das principais ferramentas de redução de emissão de CO2 na atmosfera. “Basta dizer que 25% das metas de redução de emissão de CO2 na União Européia serão cumpridas apenas com a implantação de aquecedores solares”, comenta Carlos Faria, diretor executivo do DASOL-Depto Nacional de Aquecimento Solar da ABRAVA.
No Brasil existiam ao final de 2005 cerca 2,8 milhões de metros quadrados de aquecedores solares de água e segundo estudos da ABRAVA, em 2006 foram adicionados mais 420 mil metros quadrados, totalizando 3,2 milhões de metros quadrados de coletores solares aquecendo a água de 670 mil domicílios, apenas 1,25% do total de domicílios do país. Cabe destacar entretanto os grandes benefícios ambientais que a tecnologia agrega, além dos econômicos e sociais.
A área de coletores solares instalada no Brasil de 3,2 milhões de metros quadrados tem um enorme impacto na mitigação das mudanças climáticas, pontua Carlos Faria.
O aquecimento solar no Brasil ao final de 2006:
- Evitou a emissão anual de mais de 200 mil toneladas de CO2 na atmosfera do planeta; isto representa a capacidade de absorção equivalente a uma área verde de 260,4 km2.
- Economizou para o país 1,1 bilhões de reais retirando do horário de ponta o equivalente a uma usina hidrelétrica de 400 MW;
- Evitou o alagamento de 176,4 km2 de áreas férteis, ricas em flora e fauna, que seriam necessárias para a construção de usinas hidrelétricas, área pouco menor que a da cidade de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba, que possui uma área de 211 Km2 e 650 mil habitantes;
A geração de energia descentralizada e em pequena escala pode contribuir consideravelmente para a proteção do clima global e, ao mesmo tempo, ter um importante papel na melhoria da qualidade de vida. Os aquecedores solares de água são particularmente promissores já que a tecnologia é uma das mais simples e baratas fontes de energia renovável, com uma relação custo-benefício bastante favorável para a redução de emissões de gases-estufa e da poluição local causada pela queima de combustíveis fósseis em caldeiras. Segundo pesquisa encomendada pela ABRAVA, a instalação de 1 m2 de coletor solar para o aquecimento de água evita o uso de 215 quilos de lenha por ano, ou de 66 litros de diesel por ano ou ainda de 55 quilos de gás por ano, dependendo do combustível substituído pelo aquecedor solar. Segundo a mesma pesquisa, quando substitui aquecedores elétricos, cada 1 m2 de aquecedor solar evita a inundação de aproximadamente 56 m2 de terras férteis que seriam utilizadas para a construção de hidrelétricas.
Os aquecedores solares são uma alternativa excelente para prover a água quente desejada nas habitações, no comércio e nos serviços, e têm muito a contribuir para a mitigação dos impactos socioambientais do setor elétrico brasileiro. A tecnologia apresenta amplas vantagens ambientais, econômicas e sociais: por substituir hidroeletricidade e combustíveis fósseis, cada instalação de aquecedores solares reduz de uma vez e para sempre o dano ambiental regional e local associado às fontes de energia convencionais: não produz gases e materiais particulados que contribuem para a poluição urbana, não requer área alagada adicional para geração de eletricidade e não deixa lixo radiativo como uma herança perigosa para as gerações futuras. Quando substituem combustíveis fósseis, os aquecedores solares reduzem a poluição ambiental por óxidos de nitrogênio, monóxido de carbono, dióxido de enxofre, compostos orgânicos voláteis e material particulado, trazendo grandes benefícios ao ar urbano.
Hoje é reconhecida e respeitada a política pública e liderança política que avança com a aplicação difundida das tecnologias de energias renováveis, como é o caso do aquecimento solar. “Metas firmes para penetração dos aquecedores solares deveriam ser estabelecidas com confiança na esfera federal, estadual e municipal, pelos próximos 20 anos no Brasil, assim como já é feito em vários locais do mundo. Por isto mesmo estamos levando a iniciativa Cidades Solares em parceria com o Instituto Vitae Civillis desde meados de 2006 para várias cidades do país no intuito inserir o aquecimento solar na pauta do dia das cidades, seus planejadores e cidadãos”, finaliza Faria.
Assessoria de Imprensa da ABRAVA
Alessandra Lopes
alessandra.lopes@mcocom.com.br
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