Sistemas de aquecimento solar
no Brasil beneficiam mais de 500 mil residências, economizando energia
elétrica equivalente ao consumo de uma cidade de 1,1 milhões
de famílias.
Aquecedor Solar
A
tecnologia do aquecedor solar já vem sendo usada no Brasil desde
a década de 60, época em que surgiram as primeiras pesquisas.
Em 1973, empresas passaram a utilizá-la comercialmente.
Hoje,
os sistemas de aquecimento solar no Brasil beneficiam mais de 500 mil
residências, economizando energia elétrica equivalente ao
consumo de uma cidade de 1,1 milhões de famílias. Estima-se
que mais de dois milhões de pessoas já se beneficiam com
a tecnologia do aquecedor solar, sendo aquecidos cerca de 200 milhões
de litros de água para banho diariamente.
Essa
tecnologia é aplicada, principalmente, em residências, hotéis,
motéis, hospitais, vestiários e restaurantes industriais;
sendo também cada vez mais empregada no aquecimento de piscinas.
Em Belo Horizonte já são mais de 950 edifícios que
contam com este benefício e, em Porto Seguro 130 hotéis
e pousadas. Aumenta também sua aplicação em conjuntos
habitacionais e casas populares, como nos projetos Ilha do Mel, Projeto
Cingapura, Projeto Sapucaias em Contagem, Conjuntos Habitacionais SIR
e Maria Eugênia (COHAB) em Governador Valadares.
O
crescimento médio no setor, que já conta com aproximadamente
140 fabricantes e possui uma taxa histórica de crescimento anual
de aproximadamente 35%, foi acima de 50% em 2001. Em 2002, foram produzidos
no país 310.000 m² de coletores solares e espera-se um crescimento
de 10% deste valor para o ano de 2003.
POTENCIAL
Apesar
do setor apresentar expressivas taxas de crescimento nos últimos
anos, os dados que o DASol (Departamento Nacional de Aquecimento Solar)
dispõe demonstram que o nosso país, apesar das inúmeras
condições favoráveis ao uso dessa tecnologia, ainda
ocupa uma tímida posição no mercado internacional.
Em 1999, a
produção de coletores solares de alguns países apresentava-se
da seguinte forma:
|
| País |
Área Coletora (m2) |
China |
4.000.000 |
| Índia |
2.000.000 |
| Japão |
1.000.000 |
| Alemanha |
420.000 |
Brasil |
194.000 |
| Grécia |
160.000 |
Áustria |
141.000 |
|
|
| País |
m2 de coletores por 100 habitantes |
Israel |
67,1 |
| Áustria |
17,5 |
Japão |
7,9 |
| Alemanha |
5,1 |
China |
3,2 |
| Brasil |
1,15 |
USA |
0,1 |
|
Os
fatores que contribuíram para o crescimento do mercado foram: a
divulgação dos benefícios do uso da energia solar;
a isenção de impostos que o setor obteve; o financiamento
da Caixa Econômica Federal aos interessados em implantar o sistema;
e o racionamento e incertezas no fornecimento de energia elétrica.
A manutenção de um mercado de qualidade através do
controle do INMETRO também tem mostrado a eficiência e credibilidade
dessa tecnologia.
Os
custos dos sistemas de aquecimento solar apresentaram significativa queda
de valor em dólar na última década. O valor em real
tem se mantido estável nos últimos anos. Como o dimensionamento
dos equipamentos varia em função da região do país,
a Associação recomenda uma pesquisa entre seus associados
para o levantamento dos custos dos sistemas.
A
tendência ao longo dos anos é a redução dos
custos em função da escala de produção, dos
avanços tecnológicos, do aumento da concorrência e
dos incentivos governamentais.
Presidente do DASol: Eduardo Tenenwurcel
Vice-Presidente: José Ronaldo Kulb
Fonte: Abrava
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